(p. 15)
A grande invenção do Ocidente : uma ordem imanente na Natureza cujo funcionamento pode ser sistematicamente explicado nos seus próprios termos. Deixa em em aberto a questão de saber se esta ordem tem significado mais profundo e, a maior distância ainda, a do Criador transcendente.
(p.16)
Esta conceoção do imanente nega que haja interpenetração entre Natureza e o sobrenatural: Deus, espíritos, forças mágicas, etc.
Mas a própria noção de “transcendente” é problemática porque construída no processo de modernização/ secularização. A crença num “Deus transcendente” pressupõe já um certo grau de secularização. [A crença em em Deus é já um colocar Deus a uma certa distância]
(p.18)
Esta ontologia do naturalismo coincide historicamente – ou só é possível graças a – um “humanismo auto-suficiente” como opção socialmente válida: um humanismo que não aceita outros objectivos finais que o desenvolvimento/ florescimento (flourishing) da humanidade.
(p.19)
A “secularidade” é assim uma condição em que a nossa experiência e procura de “realização” (fullness) – é algo que todos partilhamos independentemente de sermos crentes ou não crentes.
- Questão à margem: actualmente há tentativas de reconstruir um humanismo não exclusivo numa base não religiosa – as várias formas de “ecologia profunda” (deep ecology).
(p.20)
“Secularidadeé consiste pois nas novas condições da crença – mas que por sua vez são condicionadas por crenças – é um novo contexto.
(p.22)
A grande invenção do Ocidente : uma ordem imanente na Natureza cujo funcionamento pode ser sistematicamente explicado nos seus próprios termos. Deixa em em aberto a questão de saber se esta ordem tem significado mais profundo e, a maior distância ainda, a do Criador transcendente.
(p.16)
Esta conceoção do imanente nega que haja interpenetração entre Natureza e o sobrenatural: Deus, espíritos, forças mágicas, etc.
Mas a própria noção de “transcendente” é problemática porque construída no processo de modernização/ secularização. A crença num “Deus transcendente” pressupõe já um certo grau de secularização. [A crença em em Deus é já um colocar Deus a uma certa distância]
(p.18)
Esta ontologia do naturalismo coincide historicamente – ou só é possível graças a – um “humanismo auto-suficiente” como opção socialmente válida: um humanismo que não aceita outros objectivos finais que o desenvolvimento/ florescimento (flourishing) da humanidade.
(p.19)
A “secularidade” é assim uma condição em que a nossa experiência e procura de “realização” (fullness) – é algo que todos partilhamos independentemente de sermos crentes ou não crentes.
- Questão à margem: actualmente há tentativas de reconstruir um humanismo não exclusivo numa base não religiosa – as várias formas de “ecologia profunda” (deep ecology).
(p.20)
“Secularidadeé consiste pois nas novas condições da crença – mas que por sua vez são condicionadas por crenças – é um novo contexto.
(p.22)
Taylor opõe-se assim ao que chama de “narrativas de subtracção” (“subtraction stories”): visões da modernidade e da secularidade em que estas surgem de uma perda ou libertação de certas ilusões, bloqueios, estreiteza de horizontes ou limitações de conhecimento. Contra ideia de que havia uma natureza humana cujo total florescimento era impedido por limitações que teriam deixado de existir: “Western modernity, including its secularity, is the fruit of new inventions, newly-constructed self-understandings and related practices , and can’t be explained in terms of perennial features of human life”.