sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Secular Age 1

Introdução
(p. 1)
Questão introdutória :
- Que significa dizer que (nós) vivemos numa era secular ?
Mas, antes de mais, quem é este “nós”? R: é sobretudo o mundo do Atlântico norte, ainda que a secularização se estenda a outras partes do mundo, em maior ou menor grau. Contudo é necessário ter presente que o mundo islâmico, India e África não são universos seculares.
Em que consiste a secularidade? 2 tipos de resposta:
1) Em termos de espaços públicos
Resposta centrada em instituições comuns e práticas, sobretudo as do Estado: ideia de que enquanto nas sociedades pré-modernas as organizações políticas eram garantidas por uma fé, referência a Deus ou uma certa noçéao de reqlidqde última, o Estado moderno é livre desta ligação. Grã-Bretanha e países escandinavos: não existe separação Estado-Igreja, mas na prática a ligação é tão pouco exigente que não constituem excepção. A religião torna-se assunto privado e a sociedade política é formada por crentes de todo o tipo e não crentes.
(p. 2)
- nas sociedades não seculares pré-modernas, neste sentido, o religioso encontra-se a todos os níveis da vida pública. As formas básicas de organização sao religiosas: a paróquia, a guilda, etc. A sociedade representa-se a si própria por meio de cerimónias religiosas : a procissao do Corpus Christi etc. – e remontando mais no tempo, em sociedades ditas arcaicas, a religião não se distingue de nenhum aspecto da sociedade: político, económico, etc. – não constituía uma esfera àparte. A religião está em todo o lado, quer em termos de prescrições [normatividades], quer em termos de presença ritual
- nas sociedades seculares, cada esfera tem uma racionalidade própria
- este esvaziamento de esferas sociais tornadas autónomas é absolutamente compatível com uma vasta maioria de pessoas acreditando em Deus e praticando a religião activamente: ex. Da Polónia comunista e dos EUA
2) Em termos de declínio da fé e das práticas religiosas
Neste sentido as sociedades ocidentais tornaram-se largamente seculares, mesmo quando há vestígios da referência a Deus nos espaços públicos
- Charles Taylor propõe um terceiro sentido, que será a ideia basilar do livro:
(p. 3)
3) Em termos de condições da crença
Secularidade: assinala a transição de uma sociedade em que a crença em Deus é dada por adquirida e não problemática para uma sociedade em que tal crença é uma opção entre outras, e frequentemente não a mais fácil de abraçar.
- Neste sentido, os EUA como um todo são um país secular, contrariamente à maioria dos países islâmicos e Índia. E elevadas estatísticas de prática religiosa nos EUA pouco signficado têm na constatação da secularidade dos EUA. Porquê? Porque há grandes diferenças entre o modo de crer num e noutro tipo de sociedades. É uma opção num universo, não o é no outro.
[Conceitos-chave: secularidade; condições de crença]

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