quarta-feira, 4 de março de 2009

Estátuas de santos

«Com as estátuas sagradas é diferente. Ninguém troca santos como quem troca imperadores [...] mas mesmo não os trocando ninguém se demora neles em estátua de praça pública porque um santo depois de vários anos fora do altar e ao relento perde o mistério que lhe compete. Apaga-se, confunde-se com o dia-a-dia da paisagem profana e com a maralha dos pecadores.
No entanto há um que foge à regra e que, sem Bíblia nem capela, recebe ao ar livre a qualquer hora, faça chuva ou faça sol. Refiro-me ao bem-aventurado irmão São José Tomás que ainda ontem se chamava Sousa Martins de seu nome natural.» (José Cardoso Pires, Lisboa. Livro de Bordo, Lisboa, Dom Quixote, 2001, p. 20)

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